Caiu-me nas mãos recentemente um artigo que escreví anos atrás e cujo conteúdo eu sempre tenho utilizado em trabalhos que abrangem comunicação interna. Apesar de visar a quem publica jornais e revistas impressos, as recomendações nele contidas se aplicam igualmente aos responsáveis por portais eletrônicos empresariais, pois têm a ver mais com a postura profissional e de gestão de quem faz uma publicação desse tipo do que com seu formato.
Qualquer manual de relações públicas tem uma
relação dos objetivos de um “house organ”: integração, comunicação, evitar
boatos etc. Mas, além dessas colocações teóricas, há algumas regras práticas
tipo “faça / não faça”, que a experiência nos ensina e que vale a pena rever,
entre as quais as seguintes:
1. Faça um veículo que o leitor queira
ler.
Essa é evidentemente a regra-síntese.
Pergunte-se constantemente se o funcionário a compraria, caso a publicação fosse
vendida. Se você achar que ele não compraria, encontre formas de mudar essa situação.
2. Faça o chefão participar da
pauta.
É essencial que o responsável maior pela
publicação (presidente, diretor ou gerente) participe ativamente das reuniões de pauta,
tanto para ajudar a elaborá-la como para vivenciar e sentir os
problemas.
3. Envolva mais
gente.
Não permita que o jornal se torne (ou seja visto
como) “propriedade” de uma pessoa ou departamento. Crie comitês editoriais
atuantes, no escritório central e nas fábricas e/ou lojas, com homens e mulheres de
diversos níveis e funções na empresa, tanto para obter mais informações e
“feedback”, como para proporcionar o envolvimento de outras pessoas e setores na
elaboração do jornal.
4. Não tente concorrer com a grande
imprensa.
Por melhor que seja, nunca o jornal ou revista
interna poderá concorrer com “Veja”, “Claudia”, ou a “Folha”. Por isso não se
frustre nessa tentativa. A publicação interna serve para o conjunto empresa /
empregados. Concentre-se nesse universo, que é riquíssimo e cuja integração é a
sua grande missão.
5. Publique um editorial em todas as
edições.
A empresa sempre tem algo importante a dizer a
seus funcionários, ainda que por vezes não tenha clara consciência
disso. Cabe a você descobrir qual é essa mensagem,
formulá-la inteligentemente e fazer com que, em todas as edições e em local
fixo, haja um pronunciamento da empresa, que seja de interesse para os
leitores.
6. Não desgaste o
presidente.
Não use em vão o nome, a foto e a assinatura do
principal executivo da empresa. Ele deve ser preservado para situações
especiais, a fim de que sua presença no veículo empreste real importância à
notícia ou mensagem. O editorial, por exemplo, deve ser de responsabilidade do
jornal ou revista e não assinado pelo presidente nem por ninguém.
7. Use o “house organ” para as notícias
mais importantes.
Se o jornal interno tiver apenas matérias água-com-açúcar, enquanto as informações relevantes são divulgadas por outros meios,
sua empresa estará desperdiçando recursos. Use o jornal para as mensagens mais
significativas. Publique edições extra, quando for oportuno. Acostume os
funcionários a verem na publicação interna o veículo de comunicação mais
representativo da empresa.
8. Faça um jornal que seja levado para
casa.
Procure ter sempre na pauta assuntos que também
interessem de alguma forma à família do funcionário, pois o grau de integração
do empregado com a empresa é em grande parte função de como sua mulher (ou
marido) vê o lugar onde o cônjuge passa mais da metade de seu tempo. O ideal mesmo é que a publicação seja entregue nas residências dos funcionários, não na fábrica ou no ônibus.
9. Publique anúncios classificados
internos.
Nada aumenta tanto o interesse dos funcionários
(e de suas famílias) pelo jornal interno, quanto anúncios classificados tipo
“vendo um Fusca 98 - tratar com Alberto, ramal 387” ou “troco bicicleta nova por
aparelho de som”. Portanto encoraje essa prática. Mas não publique os anúncios
todos juntos. Espalhe-os pelo jornal ou revista, de forma que, para
encontrá-los, o leitor seja conduzido a todas as páginas, aumentando assim a
probabilidade de ser atraído por títulos, fotos ou matérias.
10. Esqueça as palavras
cruzadas.
Piadinhas, cartas enigmáticas e charadas em uma
publicação interna não passam de enchimento de lingüiça. Sem tornar o jornal ou
revista chato ou pesadão - longe disso! - o espaço deve ser usado para
informações, fotos e matérias relevantes, de conteúdo. Publicar diversões é a
melhor maneira de fazer com que acabem chamando o jornal interno de
“jornalzinho”, o que desmoraliza o veículo. E merecidamente.
11. Saiba que o trabalho não termina
quando o texto está escrito.
Ao contrário do repórter do “Globo” ou do
“Estadão”, que considera o dever cumprido quando entrega seu texto ao
editor, quem faz jornal de empresa tem de se preocupar com todos os detalhes e
curti-los vivamente, da pauta ao texto, da foto à diagramação, do editorial à
distribuição. Lembre-se que todos os detalhes contam: se a expedição ou o
departamento de RH não fizerem o jornal chegar rapidamente às mãos de todos os
funcionários, a publicação não existe. E o culpado é você.
12. Não se esqueça: sem “nós”, não há
empresa.
Não faça uma publicação que se refere à empresa
na terceira pessoa, como se ela fosse uma entidade afastada dos funcionários que
a integram. O surgimento de um novo produto, por exemplo, não deve ser noticiado
como uma realização da empresa, e sim como uma conquista coletiva. Ao invés de
“A XYZ lança novo sabonete”, prefira o título “Nosso novo sabonete chega às
donas de casa”. Para ter fábricas e tecnologia, basta à empresa ter dinheiro: já
a lealdade dos funcionários é preciso conquistar continuamente, dia após dia.
13. Fotos de funcionários, muitas, sempre.
Os leitores-funcionários e seus familiares querem aparecer nas fotos. Aproveite esse desejo para ampliar a penetração da publicação. E fotos de diretores e do presidente, só quando for jornalisticamente válido. Fotos de você mesmo, quase nunca.
14. Você tem um jornal nas
mãos.
Quantas pessoas no mundo têm a oportunidade de
ser "publisher" de um jornal ou revista? Seja você o executivo responsável pela publicação, ou o
jornalista encarregado de sua produção, aproveite-se dessa chance única e
privilegiada de ser o grande editor que qualquer pessoa criativa sonha ser.
Realize-se no “house organ” que lhe foi confiado. Parametrize-se pela
excelência. Não se satisfaça com o mais-ou-menos: exija de você e de sua
publicação sempre o máximo.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Citius, altius, fortius... sapientius
Mais rápido, mais alto, mais forte. O lema em latim dos
Jogos Olímpicos. Ouso dizer que, pelo menos no caso do Brasil, deveríamos
acrescentar mais um atributo indispensável para o sucesso: sermos mais sábios.
Como na gestão empresarial.
É aí que entra, a meu ver, a necessidade de nos tornarmos mais sábios – além de mais rápidos, mais altos e mais fortes – se quisermos aprimorar nosso produto e alcançar nas próximas Olimpíadas resultados não tão medíocres.
Por que não pensar, por exemplo, na hipótese de entregar a seleção de futebol ao José Roberto Guimarães, técnico do vôlei feminino, o único brasileiro que é tri-campeão olímpico, com três medalhas de ouro, a primeira delas conquistada com o time masculino?
Como na gestão empresarial.
Refiro-me ao nosso produto futebol. Antigamente Pelé e o nosso “jogo
bonito” deixavam estatelados adversários que nunca nos haviam enfrentado.
Pelé dava chapéu em sueco e em seguida fazia gol. Garrincha criava joões pelo mundo afora, porque nenhum beque russo acreditava
que ele fosse sair da marcação sempre pela direita, com as duas pernas tortas para
o lado esquerdo.
Não havia televisão, os times eram mistérios uns para os
outros até à hora do jogo. Principalmente, para os europeus, equipes de lugares
distantes e exóticos – como o Brasil.
Esse tempo se foi e hoje as câmeras onipresentes levam para
o mundo, via TV e internet, jogos, entrevistas e notícias de todos os cantos. O
resultado é que agora todos os outros times sabem perfeitamente como nos
comportamos em campo, qual o estilo de cada jogador nosso, que tipo de manobra
cada um deles gosta de fazer.
Por um lado, passaram a incorporar características que eram
só nossas; em contrapartida, também aprenderam a se defender de nós. Ou seja, o talento
individual deixou de ser um forte atributo exclusivo do nosso produto e virou commodity. Por isso, para tristeza dos nossos comentaristas esportivos, não mais podemos nos gabar de ter "o melhor futebol do mundo". Apanhamos até do ex-tradicional cliente México.É aí que entra, a meu ver, a necessidade de nos tornarmos mais sábios – além de mais rápidos, mais altos e mais fortes – se quisermos aprimorar nosso produto e alcançar nas próximas Olimpíadas resultados não tão medíocres.
Por que não pensar, por exemplo, na hipótese de entregar a seleção de futebol ao José Roberto Guimarães, técnico do vôlei feminino, o único brasileiro que é tri-campeão olímpico, com três medalhas de ouro, a primeira delas conquistada com o time masculino?
Alguma característica diferencial importante ele deve ter,
para haver alcançado essa penca de triunfos – fora outros títulos
internacionais. Seria o caso de sermos criativos e, pensando fora da caixa,
entregarmos essa apática e modorrenta seleção brasileira de futebol a um gestor
vencedor como o José Roberto, com poder executivo real, dando-lhe um assistente técnico que conheça mais de perto as mumunhas do futebol? Ou devemos
continuar na velha batida, deixando o Mano mesmo lá, ou então trocando-o por
outra das figurinhas carimbadas de sempre e no mesmo modelito tradicional?
Ary Graça, presidente da CBV-Confederação Brasileira de
Vôlei, indica mais um caminho que deveríamos seguir, se fôssemos mais sábios. A
gestão da CBF em estilo empresarial. Quem alcança as metas ganha bônus.
Quem não as atinge está fora.
Ou será que esse choque de inovação e profissionalismo é
demais para as nossas cabecinhas abafadas por cartolas e vamos continuar sofrendo de mais-do-mesmo,
maltratando nosso produto que já foi excelente e transformando em curtição de masoquismo o ato de assistir ao futebol da
seleção?
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Prefeitura e empresa privada fazem música
A CCR AutoBAn, que administra o Sistema Anhanguera-Bandeirantes e rodovias no Rio de Janeiro e Paraná, além de ser acionista da Controlar e da concessionária responsável pela Linha Amarela do Metrô de São Paulo, patrocina a Orquestra Sinfônica de Limeira, que apresentará na próxima quinta-feira um concerto em homenagem ao grupo "Queen", com músicas criadas por Freddie Mercury e sua turma. A Sinfônica é gerida pela Secretaria de Cultura da Prefeitura municipal e pela Sociedade Pró-Sinfônica de Limeira.
No concerto, o Coro da orquestra, com cerca de 40 vozes, interpretará várias das canções, como Save me, Somebody to love, Radio Ga-Ga e We are the champions. Regida pelo maestro Rodrigo Müller, a orquestra será enriquecida com instrumentos que geralmente não integram uma sinfônica: guitarra, violão, teclado e bateria.
O concerto será no dia 16 de Agosto, às 20h30, no Teatro Vitória, em Limeira, onde os ingressos estão à venda por R$10 (inteira) e R$5 (meia). Mais informações no site www.sinfonicadelimeira.com ou em oslimeira@yahoo.com.br .
No concerto, o Coro da orquestra, com cerca de 40 vozes, interpretará várias das canções, como Save me, Somebody to love, Radio Ga-Ga e We are the champions. Regida pelo maestro Rodrigo Müller, a orquestra será enriquecida com instrumentos que geralmente não integram uma sinfônica: guitarra, violão, teclado e bateria.
O concerto será no dia 16 de Agosto, às 20h30, no Teatro Vitória, em Limeira, onde os ingressos estão à venda por R$10 (inteira) e R$5 (meia). Mais informações no site www.sinfonicadelimeira.com ou em oslimeira@yahoo.com.br .
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Prova dos Dez
Num
texto anterior elenquei algumas vinhetas que demonstram de que forma o
investimento sistemático no bom relacionamento com a imprensa ajuda
concretamente uma empresa e suas marcas a aprimorar sua imagem junto à opinião
pública, inclusive aos olhos de instituições financeiras, fornecedores,
acionistas e todos os demais stakeholders.
Mas
vamos a um pequeno teste para avaliar se o investimento no relacionamento com a
mídia efetivamente agrega valor a empresas e marcas.
Responda:
2. De que tipo de empresa você compraria ações: de uma cujas
1.
Onde
você prefere trabalhar: em uma empresa mencionada
regularmente e de forma positiva em jornais e revistas, ou em
uma companhia pouco conhecida?
regularmente e de forma positiva em jornais e revistas, ou em
uma companhia pouco conhecida?
2. De que tipo de empresa você compraria ações: de uma cujas
realizações e produtos
são divulgados com alguma freqüência pela
imprensa, ou de outra, com a qual isso não acontece?
imprensa, ou de outra, com a qual isso não acontece?
3.
Qual
produto você prefere adquirir: o de marca conhecida e respeitada,
ou seu concorrente pouco divulgado?
ou seu concorrente pouco divulgado?
4.
Sendo
você um político que deseja atrair investimentos para sua região,
prefere que ali se instale uma empresa conhecida, proprietária de
marcas famosas, ou outra, que poucos conhecem?
prefere que ali se instale uma empresa conhecida, proprietária de
marcas famosas, ou outra, que poucos conhecem?
5.
Se
você é um legislador ou governante, sente-se mais seguro
negociando com uma empresa de perfil aberto e que mantém
bom relacionamento com a imprensa, ou com uma firma que não possui
essas características?
negociando com uma empresa de perfil aberto e que mantém
bom relacionamento com a imprensa, ou com uma firma que não possui
essas características?
6.
Qual
destas empresas terá melhor diálogo com o presidente da
Comissão de Valores Mobiliários e com as autoridades do mercado
financeiro: a companhia transparente, que com freqüência fala à mídia
sobre seu despenho e demonstra ter boa governança corporativa, ou
a que se oculta?
Comissão de Valores Mobiliários e com as autoridades do mercado
financeiro: a companhia transparente, que com freqüência fala à mídia
sobre seu despenho e demonstra ter boa governança corporativa, ou
a que se oculta?
7.
Que
tipo de empresa merecerá mais boa vontade da comunidade em
que opera: a que participa ativamente da vida do local, divulgando
pela mídia essas e suas demais realizações, ou outra, pouco
participativa e pouco conhecida?
que opera: a que participa ativamente da vida do local, divulgando
pela mídia essas e suas demais realizações, ou outra, pouco
participativa e pouco conhecida?
8.
A
seus olhos, qual empresa terá melhor reputação e imagem: a que,
quando é vitima de uma crise institucional, toma a iniciativa de ir à
imprensa para dar explicações e informações, ou uma companhia que,
acuada por essa espécie de problema, se recusa a falar com os
jornalistas e, quando mencionada nos jornais, é sempre como
“procurada, a empresa não quis pronunciar-se”?
quando é vitima de uma crise institucional, toma a iniciativa de ir à
imprensa para dar explicações e informações, ou uma companhia que,
acuada por essa espécie de problema, se recusa a falar com os
jornalistas e, quando mencionada nos jornais, é sempre como
“procurada, a empresa não quis pronunciar-se”?
9.
Se
você fosse ecologista, para com que tipo de empresa teria
disposição mais favorável: aquela que toma todas as
providências conservacionistas necessárias e divulga esse fato pela mídia,
ou uma companhia cuja atuação no campo ambiental é no mínimo
desconhecida?
disposição mais favorável: aquela que toma todas as
providências conservacionistas necessárias e divulga esse fato pela mídia,
ou uma companhia cuja atuação no campo ambiental é no mínimo
desconhecida?
10. Qual
o perfil de empresa que tem maior probabilidade de ser vítima
de uma greve: a que se relaciona regularmente e negocia de forma
profícua com as lideranças sindicais, divulgando pela imprensa suas
posturas e posições, ou a companhia fechada à opinião publica, que só
se aproxima dos sindicatos de trabalhadores nas épocas de dissídio
e nunca dá esclarecimentos aos jornalistas sobre suas propostas?
de uma greve: a que se relaciona regularmente e negocia de forma
profícua com as lideranças sindicais, divulgando pela imprensa suas
posturas e posições, ou a companhia fechada à opinião publica, que só
se aproxima dos sindicatos de trabalhadores nas épocas de dissídio
e nunca dá esclarecimentos aos jornalistas sobre suas propostas?
Alguma
dúvida?
Prova dos Dez
Num texto anterior elenquei algumas vinhetas
que demonstram de que forma o investimento sistemático no bom relacionamento
com a imprensa ajuda concretamente uma empresa e suas marcas a aprimorar sua
imagem junto à opinião pública, inclusive aos olhos de instituições
financeiras, fornecedores, acionistas e todos os demais stakeholders.
Mas vamos a um pequeno teste para avaliar se o
investimento no relacionamento com a mídia efetivamente agrega valor a empresas
e marcas. Responda:
1. Onde você prefere trabalhar: em uma empresa mencionada
regularmente e de forma positiva em jornais e revistas, ou em uma companhia
pouco conhecida?
2. De que tipo de empresa você compraria ações: de uma cujas
realizações e produtos são divulgados com alguma freqüência pela imprensa, ou
de outra, com a qual isso não acontece?
3. Qual produto você prefere adquirir: o de marca conhecida
e respeitada, ou seu concorrente pouco divulgado?
4. Sendo você um político que deseja atrair investimentos
para sua região, prefere que ali se instale uma empresa conhecida, proprietária
de marcas famosas, ou outra, que poucos conhecem?
5. Se você é um legislador ou governante, sente-se mais
seguro negociando com uma empresa de perfil aberto e que mantém bom
relacionamento com a imprensa, ou com uma firma que não possui essas
características?
6. Qual destas empresas terá melhor diálogo com o presidente
da Comissão de Valores Mobiliários e com as autoridades do mercado financeiro:
a companhia transparente, que com freqüência fala à mídia sobre seu despenho e
demonstra ter boa governança corporativa, ou a que se oculta?
7. Que tipo de empresa merecerá mais boa vontade da
comunidade em que opera: a que participa ativamente da vida do local,
divulgando pela mídia essas e suas demais realizações, ou outra, pouco
participativa e pouco conhecida?
8. A seus olhos, qual empresa terá melhor reputação e
imagem: a que, quando é vitima de uma crise institucional, toma a iniciativa de
ir à imprensa para dar explicações e informações, ou uma companhia que, acuada
por essa espécie de problema, se recusa a falar com os jornalistas e, quando
mencionada nos jornais, é sempre como “procurada, a empresa não quis
pronunciar-se”?
9. Se você fosse ecologista, para com que tipo de empresa
teria disposição mais favorável: aquela que toma todas as providências
conservacionistas necessárias e divulga esse fato pela mídia, ou uma companhia
cuja atuação no campo ambiental é no mínimo desconhecida?
10. Qual o perfil de
empresa que tem maior probabilidade de ser vítima de uma greve: a que se
relaciona regularmente e negocia de forma profícua com as lideranças sindicais,
divulgando pela imprensa suas posturas e posições, ou a companhia fechada à
opinião publica, que só se aproxima dos sindicatos de trabalhadores nas épocas
de dissídio e nunca dá esclarecimentos aos jornalistas sobre suas propostas?
Alguma dúvida?
domingo, 5 de agosto de 2012
Imagem sustentável
Um reforço valioso a esse texto anterior sobre a agregação de valor a empresas e marcas, proporcionada pela divulgação jornalística, está no caderno especial Verde na Prática inserido na última edição da revista Imprensa (Agosto/12, no. 281).
Nesse caderno uma auditoria de imagem feita pela PR Newswire junto às principais revistas e jornais de informação geral e de negócios do Brasil mostra quais são as cem empresas com maior prestígio na imprensa, pelo prisma da sustentabilidade sócio-econômica e ambiental, graças a seu trabalho de informação a stakeholders e diálogo fluente com os jornalistas.
Entre as mais de 800 empresas cujos nomes, segundo a revista, apareceram na pesquisa, a Natura se destaca em primeiro lugar, subindo da 15a. posição alcançada em igual trabalho feito no ano passado. Na lista das cem primeiras, apenas uma, a Unilever, se manteve na mesma quinta posição obtida em 2011; outras 20 subiram no ranking e 25 cairam.
Evidentemente as que melhoraram de posição o devem ao aumento de investimentos em questões ligadas à sustentabilidade e/ou a sua melhor divulgação jornalística - e as que recuaram devem debitar o fato a sua menor dedicação a esses quesitos. Mas o que mais me chamou a atenção foi o grande número de empresas que aparecem pela primeira vez nessa lista: 54 nomes, mais de metade das cem primeiras.
Essa constatação provavelmente indica que uma crescente parcela de empresas percebe que atuar segundo os preceitos da sustentabilidade; e que divulgar essa atitude junto a seus públicos interessados e junto à grande imprensa nacional efetivamente as beneficia e agrega valor a seu nome e a suas marcas.
Nesse caderno uma auditoria de imagem feita pela PR Newswire junto às principais revistas e jornais de informação geral e de negócios do Brasil mostra quais são as cem empresas com maior prestígio na imprensa, pelo prisma da sustentabilidade sócio-econômica e ambiental, graças a seu trabalho de informação a stakeholders e diálogo fluente com os jornalistas.
Entre as mais de 800 empresas cujos nomes, segundo a revista, apareceram na pesquisa, a Natura se destaca em primeiro lugar, subindo da 15a. posição alcançada em igual trabalho feito no ano passado. Na lista das cem primeiras, apenas uma, a Unilever, se manteve na mesma quinta posição obtida em 2011; outras 20 subiram no ranking e 25 cairam.
Evidentemente as que melhoraram de posição o devem ao aumento de investimentos em questões ligadas à sustentabilidade e/ou a sua melhor divulgação jornalística - e as que recuaram devem debitar o fato a sua menor dedicação a esses quesitos. Mas o que mais me chamou a atenção foi o grande número de empresas que aparecem pela primeira vez nessa lista: 54 nomes, mais de metade das cem primeiras.
Essa constatação provavelmente indica que uma crescente parcela de empresas percebe que atuar segundo os preceitos da sustentabilidade; e que divulgar essa atitude junto a seus públicos interessados e junto à grande imprensa nacional efetivamente as beneficia e agrega valor a seu nome e a suas marcas.
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Agregando valor com a imprensa
Graças ao grande avanço da gestão empresarial no Brasil
ninguém mais duvida de que o bom relacionamento com a mídia não só é
indispensável, como efetivamente agrega valor às empresas e marcas.
Mas por que isso acontece e de que forma esse
investimento produz incremento ao valor das companhias? Primeiramente vamos
raciocinar pela ótica da defesa institucional da imagem da empresa.
O avanço da democracia exige que pessoas, entidades,
órgãos públicos e empresas se exponham cada vez mais ao julgamento do publico.
E a mídia é fundamental nesse processo.
O crescimento exponencial das comunicações, que amplia
todas as liberdades, também potencializa o papel da mídia: TV, radio, jornais,
revistas, blogs, websites e o que
mais surgir.
A empresa que investe em Relações Públicas e no
relacionamento com a mídia estará preparada, com normas e procedimentos, para
enfrentar as questões e emergências de comunicação jornalística no caso de
crises institucionais
Seus executivos também estarão pessoalmente preparados. E
essa preparação pessoal – mediante workshops
de media training, por exemplo – é da
maior importância, porque nenhuma empresa tem voz própria. Elas só falam pelas
bocas de seus executivos, nem sempre donos de talento inato para fazer
pronunciamentos públicos, dar entrevistas e suportar a pressão de uma
entrevista coletiva no ambiente constrangedor de uma crise de imagem
institucional da empresa.
Investir no relacionamento com a mídia ajuda também a
evitar ou combater boatos. A divulgação sistemática dos fatos relevantes da
vida da empresa e suas marcas não só permite que a opinião pública e os
jornalistas as conheçam – podendo, assim, construir uma muralha de
credibilidade que impeça que qualquer boato prospere – mas também cria uma
interface permanente com a imprensa, que facilita o diálogo e os
esclarecimentos.
O resultado publicado das entrevistas dos executivos da
empresa será melhor se eles receberem treinamento para isso (media training). Preparando previamente
suas entrevistas, prevendo as perguntas mais incômodas, elencando as principais
mensagens que pretendem transmitir, conhecendo as técnicas de perguntas e
respostas, suas entrevistas serão mais eficazes sob o aspecto do interesse da
empresa e do próprio perfil público do executivo.
Quando a empresa necessitar se relacionar mais
intensamente com os jornalistas, os canais de comunicação com eles estarão
azeitados e facilmente utilizáveis se a firma investir permanentemente no
relacionamento com a imprensa.
Sempre que necessitar recorrer aos jornalistas a empresa
terá possibilidade de acesso em clima cordial, graças à credibilidade
construída ao longo do tempo em que ela investe nesse relacionamento.
Passando da defensiva à ofensiva, vejamos alguns aspectos
em que a empresa poderá apoiar-se na imprensa para promover pró-ativamente sua
reputação institucional e a de suas marcas.
Com a crescente importância da boa governança corporativa
para que a empresa possua imagem favorável, a divulgação jornalística e a
abertura da empresa para prestar esclarecimentos à imprensa são de grande valia
para demonstrar à opinião publica a transparência da gestão.
O investimento em relações com a mídia também facilita a
divulgação de fatos positivos da vida de uma empresa – novos investimentos,
fábricas, iniciativas negociais, atividades de preservação ambiental etc.
A divulgação das mensagens e posicionamentos
institucionais de uma empresa é igualmente favorecida quando ela dispõe de
relação permanente e regular com os jornalistas, tornando mais fácil recorrer à
imprensa para dar a público suas opiniões sobre medidas governamentais,
circunstâncias de mercado etc.
Também a divulgação jornalística de produtos, serviços e
suas características ganha maiores possibilidades mediante o investimento
permanente no relacionamento com a mídia. Evidentemente não se cogita de
substituir com noticias a publicidade paga, mas sim de potencializar seus
efeitos mediante o “endosso” do interesse jornalístico pelo novo produto ou
serviço.
Ao divulgar jornalisticamente a si própria e a suas
marcas, uma empresa reforça sua reputação e imagem institucional, ampliando a
atração que exerce sobre os melhores talentos do mercado, a fim de aprimorar
seus recursos humanos.
Essas são algumas vinhetas que demonstram de que forma o investimento
sistemático no relacionamento com a imprensa ajuda uma empresa e suas marcas a
aprimorar sua imagem junto à opinião pública, inclusive aos olhos de
instituições financeiras, fornecedores, acionistas e todos os demais stakeholders.
Num próximo post vamos fazer um pequeno teste para por à
prova essa tese.
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